Como as pessoas buscam antes de comprar? Google, ChatGPT e o novo funil da descoberta com chatgpt de google
Na nova era do consumo digital, o momento zero da verdade, aquela primeira busca que dá início a uma jornada de compra, está mudando radicalmente. Se antes o Google reinava absoluto, hoje ele divide espaço com plataformas de IA como o ChatGPT, Gemini e Perplexity, e isso mesmo, o busca agora é, intermodal. Este artigo investiga, com profundidade, como o comportamento de busca evoluiu, o que isso significa para as marcas e como posicionar seu conteúdo para aparecer tanto no Google quanto nas IAs generativas, incluindo o chatgpt de google.

Como as gerações estão usando o Google e as IAs para pesquisar?
A influência do chatgpt de google na forma como as pessoas pesquisam
Cada geração molda sua jornada de compra de forma distinta. Uma pesquisa recente da Conversion com 800 brasileiros conectados revelou os seguintes padrões de comportamento:
| Geração | Uso do Google | Uso de IAs (ChatGPT etc.) | Canais preferenciais de descoberta |
|---|---|---|---|
| Geração Z | 70,5% | 59,5% | Instagram (87%), TikTok (80%) |
| Millennials | 76% | 56% | Google, Instagram |
| Geração X | 84% | 47,5% | Google, YouTube |
| Baby Boomers | 72% | 31% | TV (58%), Facebook |
A Geração Z, por exemplo, começa sua jornada no Instagram, se educa no TikTok e valida informações em buscadores ou IAs. Já os Boomers ainda mantêm a TV como canal de descoberta, mas muitos já cruzam dados com resultados apresentados por assistentes de IA.
Esse comportamento cruzado reforça uma mudança fundamental: a busca não é mais um canal único e linear. Agora, as pessoas navegam entre ambientes, e as marcas precisam estar posicionadas em todos eles — especialmente nos que filtram informações, como IAs generativas.
IA substitui o Google nas buscas por produtos?
Ainda não. O que observamos é uma transição de papéis:
- O Google segue como principal ambiente de validação, comparações e decisão.
- As IAs ocupam etapas anteriores: auxiliam na descoberta, indicam marcas, organizam informações e entregam recomendações.
A consultoria Gartner prevê que até 2028, mais de 50% das buscas serão feitas por meio de sistemas de IA, sem cliques ou SERPs tradicionais.
“O topo do funil vai acontecer dentro das IAs. Os cliques vão diminuir e os sites participarão menos das jornadas de compra. Precisamos focar em visibilidade sem depender do clique.”
— Diego Ivo, CEO da Conversion
As respostas dos LLMs (Large Language Models) estão se tornando o novo “topo do funil”. E para a maioria das marcas, essa mudança ainda está invisível — mas já afeta vendas, branding e tráfego.
O que é descoberta generativa e como afeta sua marca?
Descoberta generativa é quando a IA antecipa a intenção do usuário e recomenda soluções antes mesmo que ele realize uma busca tradicional. Esse processo transforma o modelo passivo de busca em um modelo ativo de descoberta.
Exemplo prático:
Um usuário pergunta ao ChatGPT: “Preciso de um celular bom para fotos noturnas até R$ 3.000, o que você recomenda?”
A IA responde com modelos, marcas, comparações e até links — mesmo que esse usuário nunca tenha acessado esses sites antes.
Impactos estratégicos:
- Se sua marca não for citada pela IA, você não entra no jogo.
- Se o seu site não estiver estruturado por LLMs, ele é ignorado.
- Se você depender de cliques, seu funil de vendas pode secar em poucos anos.
O novo funil da descoberta: da IA à decisão
O funil clássico, Atenção, Interesse, Desejo e Ação, foi substituído por um modelo mais fluido:
- Recomendação proativa por IA: ocorre mesmo sem busca ativa.
- Validação cruzada: usuários checam informações em redes sociais, fóruns, reviews e Google.
- Comparação e decisão: o clique ocorre já com alta intenção de compra.
- Pós-compra e recomendação: feedbacks em marketplaces e plataformas impactam ciclos futuros.
Sua marca precisa aparecer em todas essas fases. O conteúdo não serve apenas para atrair, ele deve educar, reforçar a confiança e gerar recomendação.
Como aparecer nas respostas de IA e nas buscas orgânicas?
Checklist para visibilidade em IAs:
Divida um tema em dezenas de subconsultas com foco em:
- Diferentes estágios da jornada.
- Perguntas comuns por geração.
- Termos relacionados (intenção + contexto).
Essa abordagem aumenta a chance de sua marca ser citada por IA e rankeada no Google simultaneamente.
Ferramentas e táticas para otimização simultânea (SEO + GEO)
Ferramentas recomendadas:
- Relevance AI (multi-agent de conteúdo com rastreio)
- Semrush API (dados de busca e concorrência)
- Firecrawl (web scraping de concorrentes)
- Profound e Serpstat AIO (detecção de menções em IAs)
- GA4 com parâmetros personalizados (para rastrear tráfego de IA)
Estrutura de conteúdo ideal:
- Artigos com Dados Estrurados Schema
- Snippets otimizados (cards, listas, tabelas)
- Citações de especialistas e dados exclusivos
Painel de visibilidade em IA: como medir sua presença
Monitorar presença em IAs é um novo pilar do marketing de performance. Veja como estruturar seu painel:
Indicadores:
- Quantidade de menções em respostas de IA
- Presença em comparativos e rankings gerados por IA
- Sentimento das respostas (positivo, neutro, negativo)
- Fontes onde sua marca aparece
Como montar:
- Capture amostras semanais das respostas do ChatGPT, Perplexity e Gemini.
- Classifique menções, tipo de citação e contexto.
- Relacione isso ao tráfego de referência e conversões no site.
Casos reais e tendências emergentes
- Marcas de cosméticos que aparecem em respostas de IA viram aumento de 23% no tráfego direto.
- Um e-commerce de tecnologia que aplicou Schema e conteúdo com Query Fan-Out obteve +38% de visibilidade no AI Mode do Google.
- A presença constante em portais como Canaltech, TechTudo e Olhar Digital aumentou menções espontâneas por IAs em mais de 70%.
Oportunidade para PMEs:
Empresas menores ganham vantagem se dominarem microtópicos, nichos e conteúdo com contexto local — que IAs priorizam para personalização.
Conclusão: a disputa não é por cliques, é por contexto
O futuro da visibilidade digital está sendo moldado agora. Marcas que ainda apostam apenas em SEO tradicional estão perdendo território para quem já opera em modo híbrido: SEO + GEO + PR Digital.
Estar bem posicionado nos buscadores não basta, é preciso estar presente nas respostas, nas recomendações e no raciocínio das máquinas que guiam o comportamento de compra atual.
Quem controla o contexto será lembrado, citado e escolhido.
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